- Antes de mais, o contexto da situação…
Facto um.
Algures durante o fim-de-semana passado, a Joana apareceu na sala com uma fralda dela e o “Pipu”, o célebre boneco Winnie the Pooh.
Deitou o boneco no sofá, levantou-lhe as pernas, limpou-o com as toalhitas e tentou meter-lhe a fralda, assunto resolvido com uma pequena ajuda por parte dos papás.
Facto dois.
Ontem, depois do jantar e enquanto víamos um pouco de televisão, a Joaninha adormeceu, ferrada, no sofá.
Quando a fomos deitar, a pequena cria teve um ataque de tosse e, digamos assim, semi acordou.
Depois de emborcar uma colher de xarope, ainda meio estremunhada, a Joana pediu para ir para a nossa cama, pedido ao qual acedemos, convictos de que passados uns minutos a pequena cria já estaria a dormir ferrada e que a poderíamos levar de volta para a cama dela.
- A situação propriamente dita…
Já na cama, percebi que Joana já estava a dormir, outra vez ferrada, e comecei, eu próprio, a adormecer.
De repente, vindo do nada, oiço a pequena cria dizer, tal qual como se estivesse a discursar num púlpito, “O Pipu tem uma fralda como a fralda da Joana!”
A minha resposta – qualquer coisa como “Pois é, filha, o Pipu também tem uma fralda” – misturou-se com o silêncio do quarto, entrecortado pelo som característico do sugar a chucha e a respiração serena da pequena cria, típicos de quem se encontra a dormir profundamente.
A mãe, também ela ferrada, não se apercebeu de nada e hoje, quando lhe comentei o acontecido, chegámos à conclusão de que ou vive intensamente os sonhos ou, então, a filhinha fala durante o sono.
O Papá