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26 outubro 2009

Processo de secagem

Da mesma maneira que apareceu, a Varicela está a desaparecer e, agora, já tenho mais crostas do que outra coisa, graças, muito provavelmente, ao efeito regenerador do, imaginem, sabão azul e branco.

A verdade é que, desde que os papás passaram a dar-me banho com o dito sabão, com que as suas avós e bisavós lavavam a roupa nos velhos tanques, a evolução da secagem das borbulhas tem sido muito rápida.

Ontem, os papás decidiram, além do sabão azul e branco, intercalar o Fenistil Gel, que também provou ser muito bom para a cicatrização das borbulhas, com o conhecido Betadine e, atendendo ao numero de borbulhas espalhadas pelo meu corpo, pintaram-me toda com um pincel.

Em jeito de conclusão, estou francamente melhor e à espera que estas crostas se vão embora.

A Cria

18 outubro 2009

Ai, a minha vida…

Em pouco mais de vinte e quatro horas, a porcaria da Varicela evoluiu de uma maneira assustadora e as pequenas borbulhas que iam aparecendo, aqui e ali, reproduziram-se e transformaram-se em enormes bolhas que cobrem o meu corpo.


Agora, apareceu a febre, tenho as costas e a cara “feitas num oito”, borbulhas no meu lindo rabinho, na cabeça, no peito e na barriga e, imaginem, até na língua!


As reacções dos papás continuam a ser as usuais… A mamã leva as mãos à cabeça cada vez que olha para mim e o papá, ainda que preocupado, começa a brincar comigo e diz que eu sou uma borbulha ambulante.

A Cria

16 outubro 2009

Borbulhas a rodos

Não sei que vos diga…

O papá, cada vez que olha para mim, começa a rir à gargalhada, numa de quem está a gozar comigo.

A mamã, várias vezes por dia, despe-me toda e entretém-se a contar pequenas borbulhas que vão aparecendo no meu corpo.

Coisa estranha, esta… Tenho uma borbulha na ponta do nariz, uma na testa, uma nas minhas partes mais intimas, quatro ou cinco na barriga e uma dúzia nas costas, sem contar com umas quantas nas pernas.

Dizem que é uma coisa que se chama Varicela e que, pelos vistos, vai levar uns dias valentes até passar e poder voltar à escolinha.

A Cria

21 abril 2009

A consulta dos três anos

Para pais esmerados, como nos consideramos, nada melhor e mais aprazível do que ouvir o pediatra dizer que a nossa filhinha está óptima a todos os níveis.

E está tudo dito!

Para o ano há mais.

02 abril 2009

Ritmo infernal

Depois de, na segunda-feira, cria e mamã terem ficado em casa, a terça-feira tinha os ingredientes necessários para ser um dia normal.

Levámos a pequena cria à escola, o dia passou sem novidades e, ao fim da tarde, quando mãe e filhinha foram buscar o pai à estação dos comboios, começou o regabofe.

Ao que parece, a filhinha caiu – ou diz que caiu – na sala, enquanto a mamã estava agarrada ao computador, e queixava-se de dores de cabeça, na zona da nuca, a chorar baba e ranho.

Como não dá para correr riscos quando toca a estas coisas de carola, decidimos dar um salto ao Hospital da Estefânia para pôr tudo em pratos limpo.

Depois de tudo muito bem explicado e duma interessante sessão de radiografias, a médica chegou à conclusão de que está tudo bem com a cabeça da filhinha, corroborando, assim, a tese do pediatra da Joana, com quem tínhamos falado anteriormente, de que as dores de cabeça deviam ter mais a ver com o estado febril que tem envolvido a cria desde Domingo.

Ao que parece, nas crianças, as dores na carola por cima da nuca são o equivalente àquelas dores no corpo dos adultos, aquando de gripalhadas, constipações e estados febris, que deixam uma pessoa de rastos.

(Um pequeno aparte do Papá… Pelas minhas contas, cerca de 70% das pessoas na sala de espera das urgências não eram portuguesas, o que dá que pensar. Para os interessados, as considerações do signatário sobre este assunto podem ser consultadas aqui.)

De volta a casa, os três num estado lastimoso e a dormir em pé, a filhinha meteu-se na cama e dormiu toda a noite.

Ontem, ao acordar, a pequena cria parecia mais bem disposta e pronta para a escola…

Ora, sem nada no estômago desde a tarde anterior, o simples facto de emborcar, cheia de sofreguidão, um copo de leite descambou, passados poucos minutos, numa sessão de vómitos, o que era demonstrativo de que a filhinha ainda não estava totalmente bem.

Acontece que a Joana, neste particular, é igual à mãe e não sai nada ao pai, uma vez que ficam como novas depois de vomitar, ao contrário do pai que fica de rastos.

Assim sendo, a hipótese de ficar em casa foi posta de lado e a pequena cria lá foi para a escola.

Em conversa posterior, chegámos à conclusão de que nenhum de nós, os pais, chegámos a aquecer as cadeiras dos respectivos locais de trabalho, uma vez que o telefonema da escola não tardou a chegar, a pedir que fossemos buscar a filhinha que estava muito pálida, muito murchinha e a vomitar, queixando-se, ainda, da barriga e da cabeça.

Entre mensagens, telefonemas para o pediatra, telefonemas para o colégio, a maldita tendinite do pai – que está francamente melhor mas que ainda não permite grandes correrias – e outras tretas do género, a viagem de regresso foi um stress levado da breca, especialmente para a mamã que não conseguia conter as lágrimas de preocupação.

Decidido que estava não ir, outra vez, a correr para o hospital, voltámos a casa onde a Joana mostrou um sinal claro de melhoras, ao dizer que estava com fome.

Depois de comer uma bela posta de pescada cozida, a pequena criatura meteu-se na cama e dormiu toda a tarde, a recuperar das andanças alucinantes a que tem sido sujeita.

Hoje, apesar de parecer estar muito melhor, a filhinha ficou em casa, na companhia da mãe, para recuperar de todas estas maleitas e voltar à sua condição normal de traquina e irrequieta.

23 fevereiro 2009

Adeus companheira de grandes batalhas

Durante muito tempo chuchei no dedo, até ter arranjado uma infecção no meu polegar de eleição que me levou a ter que trocar para a chucha.

A partir daí, a chucha sempre foi um artefacto importante no meu dia-a-dia, algo que tinha sempre que andar comigo, estivesse ou não a ser utilizada.

Dizem as más-línguas que me tornei “chuchódependente”.

Ora essa dependência levou a que, num passado recente e durante aqueles dias em que o frio apertou um pouco mais, começasse a ficar com as minhas beiças feridas, de tal modo que os papás tiveram que aplicar uma pomada com cortisona para a assadura passar mais depressa.

Percebi, finalmente, que a chucha faz dói-dói e que tinha que a pôr de parte para ficar boa.

O pretexto serviu para largar a chucha e já lá vão cerca de duas semanas.

A Cria

21 outubro 2008

Uma manhã muito diferente

Sempre que tenho que vir para Lisboa com os papás, por exemplo, por ser dia de médico, o normal é ir para o escritório da mamã e passar lá umas horas antes dos outros afazeres.

Hoje, o dia foi completamente diferente e, pode-se assim dizer, uma verdadeira aventura para mim e para os papás, e, para não ter que estar aqui a escrever um enorme testamento, passo a enumerar os pontos principais que a compuseram.

- Ao contrário do que é costume, os papás decidiram, depois de, ontem, termos tido uma conversa a três, ir de comboio, em plena hora de ponta, em vez de levar o popó.

- Depois da mamã sair, numa estação antes da nossa, saí com o papá na estação de Entrecampos e fomos a pé para o trabalho do papá, ou seja, uns quantos quarteirões que são uma distância considerável para uma bebé, como eu.

Foi uma animação matinal, andar a correr pelo passeio fora, muito atenta aos aviões que iam passando, aos pombos que se atravessavam à minha frente e aos popós.

- No trabalho do papá portei-me, segundo ouvi dizer, muito bem, a fazer os meus desenhos, a levar papeis dum lado para o outro, a ver umas fotos com o Ócas e com a Isabel, que, além disso, ainda me deu umas bolachinhas muito boas.

O único trabalho suplementar que dei ao papá foi um cocó na fraldinha, prontamente resolvido na sala de reuniões, que foi fechada, durante uns quantos minutos, para servir de fraldário.

Para quem tem bebés da minha idade, nem vale a pena tecer comentários sobre o cheirinho que ficou impregnado na referida sala de reuniões…

- Chegada a hora, dei beijinhos a todos e lá fomos, outra vez passeio fora, ter com a mamã para ir para o médico.

Fomos num popó diferente, com uma cor de cocó deslavado, com um senhor, que eu nunca tinha visto mais gordo, a guiar, enquanto que eu ia, com os papás, no banco de trás.

Uma coisa esquisita, porque não havia a minha cadeirinha, nem o cinto de segurança e porque nunca tinha visto a mamã e o papá, os dois ao mesmo tempo, no banco de trás.

- No médico correu tudo às mil maravilhas e, depois de me auscultar, dar aquelas pancadinhas na barriga, ver os dentes, os ouvidos e toda a panóplia normal de coisas que os médicos fazem, o senhor doutor disse que eu estou nos conformes e elogiou o meu crescimento, o que deixou os papás muito contentes e, especialmente a mamã, descansados.

- Depois do médico, fomos à procura dum restaurante para papar qualquer coisa e, no meio da minha pressa, espalhei-me ao comprido no passeio.

Nada de grave, mas deu para fazer um pequeno dói-dói no meu joelho, prontamente limpo e desinfectado com saliva do papá, que mais parecia um cão a lamber a cria, ali no meio da rua, enquanto as pessoas passavam por nós com um ar de quem devia pensar que somos malucos.

- Depois do almoço, fomos – desta vez com um cocó a importunar-me o meu bem-estar – andar, outra vez, de comboio, rumo a casinha.

Ainda pensei que íamos os três, como de manhã, só que, desta feita, foi a vez do papá sair antes, porque tinha que voltar ao trabalho, e deixar-me com a mamã.

- Depois da viagem de regresso e de meio dia tão atribulado, com comboios, esteiras e escadas rolantes, grandes caminhadas, baptismo de táxi, médico e dói-dóis, cheguei a casinha e depois deste, afinal, testamento, adormeci ferrada, na companhia da mamã.

A Cria

07 outubro 2008

Mini férias

Vitória! Minha e da mamã!

Convencemos o papá para eu ficar em casinha, com a mamã, durante esta última semana da baixa dela.

O papá não estava muito de acordo porque diz que estar a pagar a escolinha para eu andar na balda, não está a dar com nada.

Em todo o caso, verdade seja dita, não foi muito difícil convencer o papá.

A Cria

03 outubro 2008

Fim de tarde atribulado

Por volta das sete horas, fui, com a mamã, buscar o papá à estação e, confesso, não me estava a sentir lá muito bem, de tal maneira que a primeira coisa que disse ao papá, quando ele entrou no popó, foi que tinha dói-dói na barriga.

Quando chegámos a casa, deitei-me um bocadinho no sofá, enquanto os papás mudavam de traje, e, de repente, senti-me de tal maneira mal que fui a correr, a chorar, para o papá a dizer que continuava com dói-dói na barriga.

O papá nem teve tempo de fazer nada… Vomitei em cima das calças dele, na camisa e no chão do quarto, além, obviamente, da minha roupa.

Baaaaahhhhh… Que cheiro pestilento que aquilo deitou!

Depois dum duche tépido, senti-me melhor, para, passado um bocado, repetir a dose, desta vez em menos quantidade.

E outra vez, e outra vez, e outra vez…

Puxa! Vomitei cinco ou seis vezes, ainda que as últimas já só saísse aguadilha misturada com cuspo e fiz umas diarreias mal cheirosas, de certeza bem piores do que aquele macaquinho cujo vídeo o papá publicou há uns dias atrás.

Conclusão… Adormeci ferrada, fruto, certamente, do cansaço provocado pelos vómitos, enquanto os papás lavavam, à pressa, as minhas fraldas e os meus pijaminhas, que ficaram todos sujos.

Amanhã conto como correu a noite…

A Cria

23 julho 2008

Efeitos maléficos da moda

Como menina que se preze, gosto de andar minimamente arranjadinha, penteada e perfumada, de preferência, neste particular e tal como a mamã, com as colónias do papá.

O calçado, como acessório essencial da moda feminina, é algo a que também dou uma atenção especial, e, agora que estamos no pico da moda estival, decidi experimentar umas daquelas socas plásticas, apelidadas, sei lá eu porquê, de “crocs”, que me ofereceram no ano passado.

O resultado visual até que não chocou ninguém, mas o resultado físico e emocional foi algo trágico.

Acontece que, após um dia de utilização, apareceram duas bolhas, uma em cada pé, muito incomodativas e dolorosas.

Tomar banho foi uma tragédia familiar e o prédio quase veio abaixo com os meus berros por causa do que aquilo ardia.

Fazer um pequeno curativo, com um pouquinho de Betadine e um simples penso, foi uma tragédia parental, porque os papás tiveram que me agarrar para que eu não subisse pela parede acima.

Para mim, que gosto tanto de andar e correr descalça pela casinha fora, dar meia dúzia de passos tornou-se numa tragédia pessoal, já que, com medo que aquilo me continuasse a doer, passei a andar apoiada nos calcanhares, ou em bicos dos pés, até chegar ao sofá, onde fiquei sentada durante uma infinidade, estática e numas posições ridículas de modo a não roçar com os pensos em lado nenhum.

A Cria

01 julho 2008

Mais uma dúvida dos papás

Mamã e filhinha continuam em casa, apesar do forte da maleita já ter passado, pelo menos aparentemente.

Tendo em conta a baixa de assistência à família que foi dada, optámos por esta solução, uma vez que a pequena traquina ainda apresenta alguns sinais duma irrequietude birrenta nada de acordo com o seu estado normal.

Talvez devido aos efeitos secundários proporcionados pelo xarope e pelo antibiótico, a Joana parece mais sensível e entra numa de birras por tudo e por nada.

No entanto, muitas cabeças pensadoras, entre as quais se incluem médicos, dizem que, por estas alturas, e aproveitando, precisamente, estas fases de maior debilidade e sensibilidade, as crianças mudam certas atitudes, dando início a novas fases nas suas vidas.

Subsiste assim, na cabeça dos papás, esta pequena dúvida, que só o tempo poderá dissipar… Estará a Joana a entrar numa fase de birras constantes quando não consegue o que quer, o que poderá significar alguns “problemas” para os três, ou teremos a Joana a que estamos tão habituados de volta dentro de alguns dias?

27 junho 2008

Mais novidades da maleita recente

Ontem à tarde, a mamã entrou em estado de desespero, quando se apercebeu que eu estava com 40 graus de febre, e decidiu levar-me ao hospital.

Telefonemas para o papá, que estava pacatamente no emprego, combinações para nos encontrarmos com ele e toca a andar, rumo à Estefânia.

Poucos metros percorridos, já com os quatro piscas ligados, porque a mamã ia com pressa, parou um carro ao nosso lado, num entroncamento, cujos ocupantes se identificaram como sendo polícias, à paisana e numa carripana descaracterizada, e que perguntaram à mamã se estava tudo bem.

Quando a mamã lhes disse que ia comigo para o hospital, eles, simpaticamente, disseram para a mamã os seguir, puseram um pirilampo azul no tejadilho do popó, ligaram o ti-nó-ni e arrancaram, feitos loucos a abrir caminho, com a mamã, feita louca mas toda contente da vida, atrás deles.

Conclusões: levámos pouco mais de doze minutos desde Mem Martins até ao Hospital da Estefânia e ainda há gente prestável.

Já no hospital, fui presente a um simpático enfermeiro que tratou, desde logo, de me fazer baixar a febre antes de ser atendida pelo médico.

Quanto ao médico, também impecável, viu-me da cabeça aos pés, andou a apalpar-me a barriguinha, auscultou-me e mandou-me ir tirar uma fotografia à caixa torácica.

O veredicto final foi vírus da gripalhada ou simples constipação, já que a fotografia não apresentou nada de especial, excepto umas ranhocas a nadar lá no meio dos meus pulmões.

Mais um xarope, antibiótico, para juntar ao Brufene e aos supositórios Ben-U-Ron, e ficar em casinha a repousar durante mais uns dias.

Já hoje, pela manhã, acordei, outra vez, com alguma febre e os papás já nem se deram ao trabalho de me chatear com o diabólico termómetro.

Fomos a Lisboa, para uma consulta com o meu pediatra que confirmou o veredicto do médico do hospital e lá voltei para o fresquinho da casinha com a mamã.

26 junho 2008

Novidades da maleita

Continuo de baixa, juntamente com a mamã que tem andado, numa verdadeira roda-viva, mais do que atarefada a controlar as minhas febres, a minha falta de apetite e as minhas inúmeras birras.

Não tem, confesso, sido nada fácil porque as febres altas têm dado comigo em doida.

Os papás dizem que estou com olhinhos de carneirinha mal morta, mas lá se têm aguentado sem me levarem ao hospital, apesar de já terem ameaçado por duas vezes.

Uma delas, aliás, já estávamos dentro do carro quando o papá recebeu um telefonema que os levou a mudar de ideias e meterem-me dentro de água quase fria para baixar a minha temperatura, enquanto me ia entretendo com uma data de bonecada dentro da banheira.

Hoje é o terceiro dia e os papás vão ver como é que esta coisa da variação repentina da temperatura se porta.

Caso continue, já sei que amanhã há visita ao pediatra…

A Cria

24 junho 2008

Irrequietudes vespertinas

Por volta das duas e meia, os papás foram buscar-me ao colégio, já que receberam um telefonema a dizer que eu estava com trinta e oito e meio de febre.

Coisa que até pode ser banal, de acordo com o pediatra, e uma vez que, a esta altura do ano, parece que aparecem sempre uns surtos de maleitas menores, mas que pode ter outros contornos, de acordo com a porta-voz da escolinha, uma vez que houve um caso de pneumonia na minha sala.

Aliás, a sugestão da directora da escola foi no sentido de que os papás me levassem directamente para o hospital para ver o que se passa, sugestão, prontamente, contrariada pelo papá que, entretanto, voltara a falar com o meu pediatra.

Assim sendo, estou em casinha, com febre, sim, mas bem-disposta e a comer umas bolachinhas do Ruca e um caneco de leitinho, o que prova que continuo com apetite e que é bom sinal, segundo os papás.

Já percebi que o plano dos papás é controlar as subidas e descidas da febre e, se for caso disso, levar-me, então sim, ao hospital, numa de ver se há algum risco de que seja alguma coisa mais problemática.

Vou dando notícias.

A Cria

Irrequietudes matinais

Hoje acordei com um pouco de febre e gerou-se logo uma certa confusão e indecisão nas cabeças dos papás, especialmente da mamã.

Que fazer, ou não, eis a questão…

O papá enfiou-me uma colherada de Brufene pela goela abaixo e repreendeu-me por não ter bebido um pouco de sangria, ontem ao jantar. Diz ele que, se eu tivesse bebido aquela mistela, limpava tudo e estava ali para as curvas.

A mamã ficou preocupada ao ver que eu continuava, meio sonolenta, na caminha dos papás, sem grandes vontades de me levantar.

Decidi dar uma ajuda e levantei-me para calçar as minhas sandálias, enquanto reafirmava o meu propósito de ir à escolinha. “Colass, colass”, disse eu aos papás, o que os deixou boquiabertos, a olharem um para o outro.

Pronto… Se eu queria ir para a escolinha, e a febre nem era nada por aí além, fez-se a minha vontade.

Mas antes, lavar a dentola, pois claro, e lá fui com o papá para a casa de banho, enquanto a mamã comia qualquer coisa.

Reparei que o papá, distraído e com a pressa habitual das manhãs, pôs a minha pasta de dentes nas três escovas… Eheheheh.

Claro está que não disse nada, mas deu-me uma certa vontade de rir quando vi a cara do papá, quando começou a escovar os dentes e percebeu que aquela não era a pasta dele.

A mamã foi pelo mesmo caminho e só comentou o caso quando já estávamos no elevador, a pensar que o papá tinha feito de propósito.

Que engraçado ver as caras dos papás, vítimas destas irrequietudes matinais.

A Cria

06 junho 2008

Já o meu pediatra dizia o mesmo aos meus pais… O natural é que, a certa idade, as crianças dêem “um pulo” e, por isso, nada de preocupações com se é um pouco mais cheiinha, não estando, obviamente, a falar de crias obesas por alguma espécie de doença, que, infelizmente, existem.

A notícia que li no Jornal Global, ilustra bem que há gente que se preocupa em demasia com os quilinhos a mais das crianças mas esquece os princípios básicos do que deve ser a alimentação das pequenas e médias criaturas.

A verdade é que uma criança não deve fazer dieta, já que o exercício físico a que está sujeita diariamente, com correrias, pulos, birras e afins, leva à queima duma porrada de calorias.

A alimentação infantil deve ser diversificada, saudável e sem aquelas porcarias que, constantemente, são ingeridas, como, por exemplo, bebidas gaseificadas, vulgo Coca-Cola, que deve ser substituída, às refeições, por água ou, coisa que faz confusão a muito boa gente, leite.

O Papá

09 maio 2008

Informação escolar

As observações diárias, que constam no caderno da filhinha, ontem assumiram uma importância relevante ao solicitar aos papás que deixem de vestir o, tão típico, “body” à Joana, uma vez que a pequena cria já vai à sanita e semelhante peça de roupa só complica a operação.

Novidade importante, sem dúvida, não só pelo que representa mas, também, porque significa um ganho de dois a três preciosos minutos, dependendo do estado de animo da filhinha, durante a tarefa, tantas vezes árdua, de vesti-la, logo pela manhã.

21 abril 2008

Profissão: enfermeira

A mamã está meio adoentada e o médico aplicou-lhe uma baixa para ver se recupera convenientemente da tosse que a tem afectado.

Como o papá tem que trabalhar e não quer deixar a mamã sozinha, ficou decidido, em conselho familiar, que, nos próximos dias, eu vou fazer gazeta ao infantário para ficar a cuidar da mamã, nem que seja a pôr-lhe os pingos no nariz, que é coisa que já sei fazer muito bem.

A Cria

14 abril 2008

Adeus, ó bicharoco

Depois dum fim-de-semana pacato, parece que o bicharoco que me atacou não resistiu ao xarope contra a tosse e aos Benuron que os papás me deram e deu de frosques.

Hoje voltei à minha escolinha e a única preocupação dos papás é um restinho de tosse que ainda se mantém e alguma falta de apetite.

Para mim, a única preocupação foi ter que me levantar às seis e meia da manhã, completamente ensonada, depois de três dias a acordar muito mais tarde.

A Cria

11 abril 2008

Vade Retro, ó bicho nefasto

Estava tudo a correr às mil maravilhas quando, de repente, algum vírus manhoso decidiu atacar a filhinha.

Nada de especial, especialmente se atendermos à porcaria de tempo a que temos vindo a sujeitar-nos, mas suficiente para que a Joana não acordasse alegre e espevitada, como é seu costume, graças a alguma febre, tosse e nariz entupido, tudo sintomas normais de quem está constipada.

A batalha contra o estúpido do vírus já está em curso e só nos resta esperar para ver durante quanto tempo é que o bicharoco resiste.