04 julho 2007

Lixo

A pequena cria não pára de surpreender e depois das andanças, referidas noutro post, dirigiu-se à casa de banho, onde encontrou dois aros de metal que fazem a junção dos tubos da canalização à parede, vulgarmente chamados de espelhos.

Como não viu qualquer utilidade naquelas coisas, abriu o caixote do lixo e viu-se livre dos dois artefactos estranhos, com um sorriso nos lábios de quem está a fazer a coisa mais maravilhosa do mundo.

Novidades andantes

E os pais que começam a pensar naquela coisa do “quando será que vai andar” que não se preocupem…

De repente, e como quem não quer a coisa, a pequena cria desatou a andar que nem uma maluca, após aquela fase, já comentada neste nosso espaço familiar, do andar, de lado, agarrada às paredes.

Vamos por partes…

De acordo com as notícias que nos chegaram ao fim da tarde, quando a mamã foi buscar a cria ao infantário, a Joaninha passou o dia entretida a andar dum lado para o outro e lá foi andando para os braços da mãe que, pelos vistos, não conseguiu conter a lágrima no canto do olho ao deparar-se com tal cenário.

Depois, mais tarde e já em casinha, foi a vez do papá dar pulos de contente, também ele com as lágrimas nos olhos, quando a pequena criatura atravessou a sala duma ponta á outra, em passos apressados e no meio de berros de contentamento, rumo ao colo paternal.

A verdade é que a emoção de ver a nossa filha a dar um passo tão importante na vida dela e começar uma nova fase, que, sem qualquer dúvida, vai afectar, também, a vida dos papás, é algo comparável ao que sentimos quando soubemos da gravidez ou aquando do nascimento.


Claro está que o acontecimento tinha que ser devidamente comemorado e lá fomos jantar fora, a uma pizzeria simpática onde a traquina continuou, animadamente, a praticar a arte de bem andar.

De volta a casa, já estoirada, continuou naquelas andanças e ainda teve tempo para experimentar uma nova variante… A de dar um pontapé na bola, enquanto ia andando.

Resumindo e concluindo, a família entrou, definitivamente, numa nova fase que requer muito mais vigilância e cuidados redobrados: a fase do “sem que ninguém se aperceba, agora estou aqui, agora já estou ali”.

Nota importante – A sangria, com que acompanhámos o jantar, estava um bocadinho forte…

02 julho 2007

Novidades dum fim-de-semana prolongado

Na passada sexta-feira, os papás tiraram um dia de férias e ficaram comigo em casa, já que, como foi feriado em Sintra, o infantário esteve fechado.

Acabou por ser um dia muito calmo, uma vez que, no meio de algumas brincadeiras a três, o papá esteve ocupado com a manutenção da casinha nova e a mamã acabou por passar grande parte da tarde no cabeleireiro, de onde saiu com um corte todo modernaço, e muito giro, que lhe fica muito bem.

No Sábado foi a festa de fim do ano lectivo da minha escolinha e, segundo consta, portei-me muito bem. Aliás, todos nós, os mais pequeninos da turma do berçário, fomos umas verdadeiras estrelas, por quanto tivemos as honras de abrir uma mega festarola que durou a tarde toda para acabar com um belo dum lanche.

Diga-se, ainda a propósito da festa, que no fim todos tivemos direito a um certificado de frequência que os papás, pelo que me disseram, vão mandar emoldurar, depois de passarem a ferro o dito cujo, que foi alvo da minha curiosidade aguçada e das minhas pequenas, mas irrequietas, mãos.

Claro que, depois da festa, a família chegou cansada a casa e não fizemos mais nada.

No Domingo a festa continuou e os papás levaram-me ao Gymboree, um espaço muito giro para nós, crianças.

Por culpa minha, que decidi emporcalhar a minha fralda antes de sair de casa, chegámos muito atrasados à minha primeira aula e nem deu para perceber bem todo o esquema montado para nos entreter durante aqueles 45 minutos.

Mas uma coisa é certa, aproveitei o pouco tempo disponível para fazer as minhas malandrices, meter-me com os outros bebés que lá estavam e explorar, minimamente, as instalações.

Gostei muito e, pelos vistos, os papás também.


Uma experiência a repetir, já que, simpaticamente, nos deram a oportunidade de ir a uma nova aulinha de experiência, e, se continuarmos todos a gostar, os papás já disseram que vão pensar em fazer esticar mais um pouco os euros disponíveis até ao final de cada mês, uma vez que a coisa não é, propriamente, barata nem à porta de casa.

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28 junho 2007

Amizades blogosféricas

Agradecimentos à mamã do Dinis e à mamã do Afonsinho pelos links feitos a este nosso espaço familiar.

26 junho 2007

Ao jantar…

Ontem, confesso que por minha culpa, o jantar foi um bocado caótico.

Por minha culpa porque não percebi que os papás estavam cansados e moídos dum dia de trabalho e sem grande pachorra para aturar as minhas diabruras.

O papá começou por me dar a sopa e, a meio, teve que passar a tarefa para a mamã, já que eu estava numa de birra e queria que fosse a mamã.

Depois, não queria puré nem o meu peixinho… Só queria o que os papás estavam a comer, o que, como era à base dum queijo muito forte e umas coisas de marisco, não faria nada bem ao meu pequeno estômago.

Chegada a hora da sobremesa, os papás optaram por dar-me um pudim, que é coisa que gosto muito e sempre enche mais um bocadinho.

Mais uma vez, o papá começou mas, logo á primeira colherada, desistiu, atirou com a colher para o chão e mandou um berro a dizer que “assim não dá!”.

Claro, lá veio a mamã, muito indignada com a fúria do papá, tentar a sua sorte, só que levou pela mesma bitola… De tal maneira que, também ela, largou a colher e mandou um berro de desespero.

A solução, inesperada porque veio da parte da mamã que, nestas coisas é menos “maluca” que o papá, foi por o prato com o pudim à minha frente e deixar que eu tratasse do assunto à minha maneira, como podem ver no pequeno documentário que os papás gravaram.

A solução foi milagrosa, já que não só comi o pudim todo como deixei os papás bem dispostos e sorridentes com a minha traquinice.

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25 junho 2007

Rescaldo

Eu, que pensava em jantar, calmamente, com a família, e fui completamente apanhado de surpresa…

A ti, minha querida mulher, os meus agradecimentos sensibilizados pelo trabalhão, pela dedicação e pelo enorme carinho que tiveste a organizar a festarola surpresa com que me presentearam.

Nota – Também publicado no Sempre a Produzir

23 junho 2007

Parabéns


Parabéns, papá !!

Fazes 40 anos e, bolas, pensei que eras mais velho…

Ahahahaha!

Esta é a segunda vez que passo contigo o teu dia dos anos.

Espero que o dia te corra bem com a família que te ama e que gostes da minha prendinha.

Com muita saúde, amor e €€€!

És o maior e eu ADORO-TE, papá!

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22 junho 2007

Brincadeira matinal

Hoje, enquanto a mamã lavava os dentes, fiquei agarrada ao lavatório da casa de banho e descobri uma nova brincadeira para aqueles minutos, durante os quais não tenho nada para fazer, enquanto espero que os papás se acabem de arranjar.

Claro está que tenho que ter calma, de modo a apanhar os papás desprevenidos, tal como aconteceu hoje.

O resultado da brincadeira foi uma risota geral, seguida dum pequeno raspanete do qual constava um raio duma palavra que os papás persistem em dizer… Não!

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20 junho 2007

Dislexias oculares da traquina

Ontem, ao chegar a casa, fiquei devidamente elucidado com as traquinices da nossa filha, que tanto fazem rir a mãe, e, hoje de manhã, quando deixámos a irrequieta no infantário, pude comprovar o facto “in loco”.

À porta da escola está um quadro, pintado a óleo, que mostra uma série de bonecos, leia-se crianças.

Nada de especial, confesso, mas todas aquelas cores devem de chamar à atenção das crias que por ali vão passando, aos colos dos respectivos progenitores e por altura de voltarem a casa, e assim aconteceu com a nossa traquina.

Pelos vistos, de dedo no ar a apontar para um dos ditos bonecos, começou a rir e a dizer, vezes sem conta, papá, papá, papá…

Acontece que o referido boneco é uma figura gorda que nem uma bola sebosa, com um chapéu ridículo enfiado pela cabeça abaixo, para não dizer outra coisa que pudesse ferir susceptibilidades de quem se dá ao trabalho de ler este nosso espaço familiar, e com alguma coisa que parece ser uma mochila às costas.

Ora bem, minha querida filhinha…

Acontece que o teu pai não entende como podes dar a entender uma coisa destas a quem está ao teu lado durante o dia…

Será que estás a precisar de óculos ou estás mesmo a gozar com a minha cara?

Afinal de contas, o papá não é nenhuma bola de sebo, ora que essa!

Ligeiramente forte e com uma discreta barriguinha, talvez, mas, como diria o conhecido Obélix, que, tenho a certeza, vais gostar de ler quando chegar a idade para tal, gordo é que NÃO!

19 junho 2007

Traquinices vespertinas

Ainda que, muitas vezes, cansados dum dia de trabalho, nada melhor do que acabar a tarde com uma sessão de “foge, senão apanho-te”, “onde está a Joaninha?” ou um sem número de gargalhadas sonoras à custa duma bela esfrega de cócegas na barriga da filhinha.

São estes pequenos grandes detalhes, possíveis à medida que a cria vai crescendo e tornando-se mais resistente, que contribuem para a felicidade desta família, cada vez mais cúmplice e unida.

17 junho 2007

Papás quase desesperados

Fim-de-semana e, por isso mesmo, já não se consideram as mini férias, mas este Sábado foi um dia cheio de emoções, pelo menos para mim.

Por causa da varicela da priminha Mafalda, não pude acompanhar os papás à festa dos 40 anos da prima MJ e fiquei em casa da minha madrinha, onde papei, brinquei, dormi, voltei a brincar e dei seis passos, para desespero dos papás que ficaram pior que estragados quando a tia G lhes ligou a contar.

Desespero porque os papás estão fartos de ouvir a minha educadora do infantário dizer que eu já vou dando uns passitos e eles nunca viram…
Desespero porque agora foi a vez da madrinha ver como é e os papás não estavam presentes.
Aliás, o papá já diz que eu sou uma “ranhosa” e que ando a fazer de propósito.

Mas não é nada disso, e o desespero dos papás passou a ser um quase desespero, já que hoje, durante as minhas traquinices, fartei-me de mostrar aos meus papás que consigo ficar em pé durante muito tempo e dei várias sequências de três ou quatro passinhos, para que eles pudessem ficar mais descansados.

Assin. – A Cria

16 junho 2007

Mini férias – Quinto dia

Hoje foi o que se costuma dizer um dia em cheio.

Depois do almoço, e hoje já comi normalmente, fomos dar um passeio a pé e os papás aproveitaram para comprar umas coisitas para mim.

De volta a casa, dormitei cerca de uma hora e acordei com os barulhos que já começam a ser habituais nestes últimos dias… O papá, armado em serralheiro, a montar umas invenções malucas, mas que deram resultado, na despensa, de modo a ter mais arrumação.

Ao jantar não comi sopa, por opção da mamã, e devorei a pápa dos papás, uns bifinhos de peru com uma molhenga especial que a mamã fez, e umas uvas, que me souberam muito bem.

E, depois do jantar, então sim, parece que o dia tinha começado para mim, já que estava eléctrica e cheia de energia para as minhas traquinices…

E, literalmente, não parei até os papás decidirem que já era hora de fazer ó-ó!

Curiosidades do dia:

- Realmente, esta casa é muito melhor do que a anterior e razão tinha a mamã quando dizia que queria uma casinha igual à primeira mas “em ponto grande”.
Digo isto porque o tamanho da sala até permitiu, pela primeira vez, brincar com os papás às escondidas, à volta da mesa de jantar.
Eram os papás a fugir por um lado e eu a gatinhar que nem uma louca, atrás deles e com gritinhos de alegria, por outro.

- Começo a ficar mais à vontade e, além de me manter em pé, sem qualquer tipo de apoio, durante o que já se pode considerar bastante tempo, já vou dando uns passos sem ter que recorrer a nenhum tipo de ajuda.
Mas a verdade é que ainda tenho algum receio, já que facilmente me apercebi que cair no soalho cá de casa não é bem a mesma coisa que estatelar-me ao comprido no chão molinho do infantário.

- Antes de ir para a caminha, ainda me apetecia ver um filme com os papás, mas os malandrecos não me deixaram…
Em todo o caso, ainda tive o privilégio de escolher o filme e pode ser que amanhã eles me façam a vontade.

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15 junho 2007

Mini férias - Quarto dia

Hoje é que sim… Hoje a família aproveitou para descansar e dormiu até perto da hora do almoço, após, claro está, eu ter bebido o meu leitinho matinal.

Depois do almoço, os papás levaram-me à Repartição de Finanças, um sítio muito chato mas ao qual convém que nós, os mais pequeninos, nos vamos habituando, uma vez que quando crescermos vamos ter que gramar com este tipo de secas.

Depois, foi voltar a casinha e continuar com as arrumações… Isso mesmo, com as arrumações porque, pelo que dizem os papás, não é fácil por a casinha com tudo arrumado ao gosto deles enquanto têm que andar atrás de mim e das minhas traquinices.

Uma coisa é certa. As arrumações já entraram numa fase de pormenor, já que o trabalho mais árduo e pesado está, praticamente, concluído.

Assim, a sala e o quarto dos papás já estão prontos, conforme o que tinham idealizado, e faltam pormenores de detalhe que ficam a depender da visita dum especialista em electricidade.

Quanto ao meu quarto, os papás estão a estudar a melhor cor e só depois de pintado é que se vão preocupar com os arranjos finais.

As curiosidades do dia:

Primeiro, o estado de espírito algo desanimado da mamã, que queria muito aproveitar estes dias de férias para me levar à praia e que está a ver a coisa a andar para o torto por causa da porcaria de tempo chuvoso que se tem feito sentir.

Segundo, o elevado número de cabeçadas que dei durante o dia, mais precisamente quatro: três em casa e uma na tal repartição das finanças.

Terceiro, a minha falta de apetite que está a deixar a mamã um pouco preocupada, já que não bebi o leitinho matinal todo, almocei mal e porcamente, comi um iogurte ao lanche e fiz birra para engolir o jantar todo.

Assin. – A Cria

14 junho 2007

Mini férias - Terceiro dia

Hoje foi dia de interregno nas minhas pequenas férias, já que os papás decidiram não arriscar e espetaram comigo no infantário enquanto foram tratar da escritura do palacete.

Verdade seja dita, até lhes dou razão e acho que fizeram bem, porque estava-se mesmo a ver a balbúrdia que seria a tal da escritura se eu estivesse presente.

Verdade seja dita, até passei um dia divertido e já estava com algumas saudades das minhas amizades da escolinha.

Verdade seja dita, só não gostei da hora tardia a que me foram buscar, mas os papás aproveitaram a minha ausência forçada para, de uma maneira mais rápida, tranquila e eficaz, transportar uma série de coisas que ainda estavam na arrecadação e finalizar mais alguns detalhes decorativos.

Curiosidade do dia – Quando os papás me foram buscar, apareci com um vermelhão na testa, fruto duma pequena cabeçada que mandei num brinquedo que estava no chão quando andava a ensaiar os meus passos traquinas e me desequilibrei.
Assin. - A Cria