30 abril 2007

Uma opinião

No Sábado decidimos fazer uma surpresa à pequena criatura e fomos tomar um café com a responsável do infantário.

O propósito do encontro era, sobretudo, trocar algumas impressões sobre o desenvolvimento e o futuro próximo da Joaninha, coisa que se torna complicada no dia-a-dia sempre apressado, mas serviu, também, para ver como a nossa filha se sente à vontade com a educadora que a atura durante todo o dia e, como era de esperar, a animação foi completa.

Voltando ao propósito principal, temos andado a pensar até que ponto será benéfico mudar a Joaninha de infantário, dentro de ano e meio a dois anos.

A questão que se coloca prende-se com o facto do actual colégio só albergar as crianças até aos cinco anos, mais coisa menos coisa, enquanto que outros permitem uma continuidade até bem mais tarde.

Por questões, sobretudo, de amizades que se vão desenvolvendo nestas idades, será mais lógico mudar de ambiente por volta dos três anos ou por volta dos cinco?

A resposta foi clara e veio de encontro à nossa opinião… Se houver possibilidade de mudança mais cedo, tanto melhor, já que, desta maneira, as crianças vão adquirindo outros hábitos e solidificando outras amizades que durarão mais tempo, uma vez que estamos a falar de colégios com capacidade de albergar as crias até ao fim da quarta classe.

E, por muito que pensemos que ainda é prematuro andar a pensar nestas coisas, a verdade é que, tendo em conta as listas de espera existentes em certos estabelecimentos de ensino, o tempo, que como sabemos passa excessivamente depressa, pode muito bem ser escasso.

29 abril 2007

Segundo semestre no infantário

Já aqui tínhamos falado sobre o “Caderno da Joana” e o papel que desempenha na transmissão de informações diárias sobre a vida da cria no infantário.

Ontem, apareceu a ficha de avaliação do segundo semestre, ou seja, mais “notas” e motivo de comparação com a avaliação do primeiro período.
Resumindo, mais uma vez, o que se torna de difícil leitura, no que toca à Socialização com os adultos, a Joana continua a palrar e a rir, quando quer chamar alguém mais velho, e chora, quando quer atenção; Interage, positivamente, com qualquer adulto, e sorri, quando os mais velhos brincam com ela.

Em relação à Socialização com outras crianças, interage positivamente, brinca e provoca os amigos batendo-lhes e puxando-lhes os cabelos.


No que respeita à Locomoção, a pequena criatura vira-se sozinha (quando está deitada no chão), não tem qualquer tipo de problema em sentar-se sozinha, gatinha e, se lhe seguram nas mãos, vai dando alguns passos.

Quanto à Higiene, gosta que lhe mudem a fralda, mas continua a fazer fitas quando lhe limpam a cara e o nariz. Interessante é o facto de que gosta de se sentir sem fralda.


No campo da Motricidade, continua a agarrar e a manipular os objectos que lhe vêm à mão.

Passando ao campo da Linguagem, a Joana palra durante muito tempo, emite sons diversos quando se fala com ela e faz barulhos específicos quando quer chamar a atenção.

No que diz respeito ao Repouso, a cria adormece sozinha e facilmente, tem um sono tranquilo e gosta de dormir, bem confortável, na cama.

No que toca à Alimentação, come bem e em quantidade.

Quanto às Brincadeiras, gosta de ouvir música, de bonecada, que os adultos cantem para ela, de brincar às escondidas, fazer gracinhas em frente ao espelho e brincar com bolas.


Por último, as Observações da responsável pelo berçário que continuam a salientar os principais aspectos característicos do primeiro ano de vida, o facto da cria ficar em pé, agarrada e ensaiando alguns passos, e a personalidade, cada vez mais vincada, traquina e teimosa.

Resumindo e concluindo, “A Joana tem vindo a evoluir positivamente, apresentando um desenvolvimento favorável para a sua idade”.

Resta dizer que, na primeira página da avaliação da nossa filha, aqueles rabiscos são da autoria dela...

E continuam as notas positivas…

Dia especial para os meus papás

Hoje é um daqueles dias importantes para os papás, já que celebram três anos e cinco meses desde que juntaram os trapinhos e começaram uma nova vida, a dois.
Como não queria deixar de assinalar o dia, andei à procura e encontrei o texto que o papá dedicou à mamã, publicado no blog dele, quando comemoraram os três anos e decidi reproduzi-lo aqui no nosso espaço familiar...
Uma fotocopiadora e um encontrão;
Uns olhares malandrecos à porta do gabinete;
Um copito até altas horas da manhã;
Um fim de tarde em Sesimbra, seguido dum óptimo jantar;
Mais que muitas tentativas de boicote, por parte de terceiros;
As sopas de Tomar e um fim de semana alucinante em São Martinho do Porto;
Um fim de semana sem história no Algarve e em Almada;
Ginginha, Patrício e outros, além das tascas;
Seis meses na casota de Sesimbra;
Muitas mais tentativas de boicote;
Dois anos e meio na casota de MMartins;
Nove meses da loucura da gravidez;
Uma filha, linda e maluca como os pais;
Cumplicidade, carinho e muito amor;
E tudo o mais que ainda está para vir...
Numa palavra, FELICIDADE! Para ti, MUITOS PARABÉNS e muitos dias destes, por muitos e longos anos!
Para os meus papás, muitos beijinhos de parabéns da vossa filhinha que vos adora!
Assin. - A Cria

27 abril 2007

Gostamos de cuscar

- Reflexões de mãe, no Um Amor Maior
- E agora??, no Patanisca Matilde
- Update, n’Os Meus Pestinhas
- E já comemos com colher!!, n’O Meu Bébinho

Parabéns

Como sempre, com um dia de atraso... Mas, pelo que dizem, mais vale tarde que nunca...

PARABÉNS, Becas, pelos teus seis meses!

O papá continua a ter que ir buscar a tua prendinha à net mas espero que, brevemente, já seja eu a preparar a tua prenda. Ahahahah ... Acho que vão ser só rabiscos, mas enfim.

Beijinhos, meus e dos papás, para vocês.

Assin. - A Cria

Parabéns

Tenho que arranjar uma agenda, porque, nesta coisa dos aniversários, o papá é um desorganizado e, como não temos tempo de ver, com a devida atenção, todos os blogs dos meus amiguinhos, eu é que passo por "ranhosa" por andar sempre a dar os parabéns atrasados...

Mas, enfim... Para o Francisco e para os papás, fica um beijinho de MUITOS PARABÉNS pelos seis meses.

Assin. - A Cria

26 abril 2007

Birras

Com o avançar da idade, começaram a aparecer as inevitáveis birras e a nossa traquina está numa fase em que berra por tudo e por nada…

Uma daquelas fases em que, se fosse mais velha uns aninhos, diríamos que estava na chamada idade do armário.

Decidimos catalogar as birras de que nos apercebemos até agora e o resultado é o seguinte:

- Birra à hora do jantar, composta por choro, berros, abanões de cabeça e palmadas nos talheres, que se manifesta de forma mais intensa na altura de comer a sopa.

O mais interessante é que, de acordo com as informações diárias do infantário, à hora do almoço devora a refeição sem estrebuchar.

- Birra ao lavar as dentolas, composta por choro, berros e abanões de cabeça, numa de escapar à escova de dentes.

No entanto, basta passar-lhe para a mão o referido utensílio para voltarmos a ver a pequena criatura com um enorme sorriso enquanto finge que limpa, ela mesma, as dentolas.

- Birra anti beijinhos, que passa por pequenos sons, à laia de berros abafados, e abanões de cabeça, evitando, desta forma, as bochechas dos papás.

Regra geral, passados alguns minutos, é a pequena cria que toma a iniciativa e desata a distribuir beijocas, para gáudio do pessoal maior.

- Birra para dormir, composta, essencialmente, por choro e berros, ao mesmo tempo que se vira, revira, senta-se e faz o pino na cama, sempre com o intuito de chamar a atenção e não adormecer.

Regra geral, adormece, ferrada, passados alguns minutos, sempre numa posição, no mínimo, estrambólica e nem acorda quando a colocamos a jeito para passar o resto da noite.

24 abril 2007

Toma lá uma porradinha

Ontem o papá zangou-se comigo porque, em vez de abanicar a cabeça para dizer que já não me apetecia comer mais, dei-lhe uma palmada na mão quando ele me ia dar mais um bocadinho de frango.

Resultado imediato… Frango pelo ar e a devolução da dita palmada na minha mãozinha.

Resultado secundário… Olhei para a mamã com os olhos esbugalhados, fiz o meu beicinho, fiquei encarnada que nem um tomate, enquanto enchia a peitaça de ar, e, de repente, desatei aos berros, lavada em lágrimas.

Claro que a palmadinha do papá não doeu nada mas, como bebé que sou e bebé que se preze, tinha que deixar bem clara a minha posição…

Assin. - A Cria

A nossa casota

Quando, depois da estadia no Hospital de Santa Maria, cheguei a casa, imediatamente senti o conforto do lar que os meus papás sempre me quiseram dar.

Uma casinha acolhedora, quentinha e com um dos quartos especialmente preparado e decorado para mim do qual, claro está, só comecei a usufruir passados alguns meses, quando os papás decidiram que já era hora de largar o berço e passar para a caminha de grades.

Os papás já me contaram que foi amor à primeira vista, especialmente por parte da mamã que se “apaixonou” pelo balcão, tipo balcão americano, que liga o espaço da sala de jantar à cozinha.

O tal balcão, visto da sala

Aliás, o mote da mamã passou a ser que adorava agarrar na casinha e passá-la, exactamente como está, para um espaço maior, onde pudesse manter o dito balcão e contar com o espaço dos quartos que, pelo que os papás dizem, ainda são quartos “à antiga portuguesa”, ou seja, espaçosos e sem necessidade de ter que sair um dos adultos para o outro poder entrar.

Quanto a mim, agora que vou crescendo, a casinha tem-se mostrado ideal para que eu possa treinar, sem problemas, as minhas habilidades gatinhantes e pedestres, seja no meu quarto, no corredor ou, quando os papás me deixam e não faço porcaria com a aparelhagem ou com os dvd’s, na sala.

A sala, vista da cozinha através do tal balcão que a mamã tanto gosta

Dito tudo isto, de repente, vamos mudar de casota e lá vou eu ficar sem o meu quarto…

Pois é… Aqui há uns tempos, em conversa com um vizinho, os papás ficaram a saber que ele ia vender a casa dele e mudar de ares, e, tendo em conta uma série de factores, entre os quais o espaço e, obviamente, o preço, os papás decidiram mudar de andar, passar do 3º para o 2º piso e puseram a nossa casota à venda.

Ainda sou muito pequenina para perceber destas coisas mas, pelo que oiço dizer, as negociatas já estão em fase muito adiantada, com os processos bancários aprovados, as avaliações feitas, as escrituras a serem marcadas para breve e os papás já a pensarem no que vai ser o caos das mudanças…

Assim sendo, vamos passar de três para cinco assoalhadas, o que quer dizer que os papás já podem ter um escritório, ficamos com uma sala um pouco maior, mais uma casa de banho, mais arrumação, mais um quarto, que, nas palavras do papá, é “para o que der e vier” (seja lá o que ele quer dizer com isto), e cumpre-se o tal desejo da mamã.
Quanto a mim, estou feliz porque vou ter mais espaço para as minhas traquinices e os papás já me prometeram que nem vou notar muito a mudança, já que vão pintar o meu quarto novo com a mesma cor, e o mesmo tipo de esponjado, a que já estou habituada.

O meu quarto!
Assin. - A Cria

23 abril 2007

Parabéns

Foi há três anos e onze meses que os papás deram a tal beijoca apaixonada, que deu origem a tanta coisa boa e maravilhosa, na praia de Sesimbra.

Assin. - A Cria

Mais, e novos, sabores

Sumo de maçã reineta, bacalhau no forno, panadinhos de peixe, pudim flan e pasteis de nata.

Nem vale a pena mencionar o cheirinho produzido quando decidiu borrar a fralda mas, como curiosidade, fica a informação de que voltámos a usar as máscaras anti-gás…

A propósito de ranhoca…

Quando sente necessidade, a cria leva os dedos ao nariz, faz a respectiva, e necessária, força e assoa-se sozinha.

Já lhe dissemos que, primeiro, precisa dum lenço, mas não nos liga nenhuma…

Mais dentes

Mais duas dentolitas, pelo menos visíveis e já perceptíveis quando lhes tocamos com o dedo, que vêm a caminho.

Assinaladas no gráfico a amarelo e motivo de muita baba e alguma ranhoca.

Música para a cria

Claro está que a nossa querida filhinha gosta, como todos os bebés, daquelas musiquetas da bonecada falante e daqueles artefactos em que se puxa o cordel e aquela treta começa a debitar notas musicais.

Mas a Joana, desde muito tenra idade, também tem demonstrado que a música dela é outra, ao adormecer, por exemplo, com o concerto dos Metallica, acompanhados pela Orquestra Sinfónica não sei de onde.

Domingo foi dia de dança antes da paparoca do almoço, com estilos de música tão variados como Prince, Pink, Corrs, Robbie Williams e o concerto acústico que os Scorpions deram, há alguns anos atrás, no Convento do Beato.

Ao colo do papá, que, diga-se de passagem, ficou a transpirar em bica com a brincadeira, ao colo da mamã, que dançou menos porque estava a fazer o almoço, ou em pé, agarrada à mesa da sala, a Joaninha abanava-se ao ritmo da música e, sempre com um enorme sorriso, lá ia emitindo uns sons, numa de cantarolar o que estava a ouvir, enquanto agitava os braços no ar e batia as suas palminhas.
Assim está bem, filha… Parece que o teu gosto musical vai pelo bom caminho, sem estas tretas modernas do bum bum bum que se ouve hoje em dia.