Sempre ouvi dizer que há sempre uma primeira vez e este fim-de-semana foi, de alguma maneira, fértil em primeiras vezes no que toca a raspanetes.
Na casa de banho deitei a mão à peça de porcelana onde os papás têm, ou melhor, tinham, as escovas de dentes e as pastas.
Aquela porcaria mexeu-se demais, caiu no meio do chão e ficou feita em cacos, perante o meu olhar incrédulo e algo assustado.
Conclusão… Raspanete da mamã!
Continuando na senda dos cacos, consegui agarrar no meu mealheiro, por sinal uma linda joaninha, e, ansiosa por pôr lá dentro umas moedas, deixei que se escapulisse das minhas pequenas mãos.
Conclusão… Mais cacos, desta vez recuperáveis, e um raspanete do papá.
Não pensem que sou mãos de manteiga, porque não é nada disso e os papás até que continuam a confiar em mim.
Prova disso, é que, quando estou numa de ajudar, continuam a dar-me para a mão coisas mais frágeis e o maluco do papá até me deu um ovo para eu levar à mamã...
Voltando aos raspanetes, levei mais um do papá, acompanhado duma palmada na palma da mão e um rigoroso “aí não mexe”, quando, estando ele a fazer umas coisas no computador, eu me aproximei, sorrateiramente, carreguei naquele lindo botão que diz “on/off” e, de repente, ficou com o monitor às escuras…
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