14 novembro 2008

Os popós pequeninos

No fim-de-semana passado, como bem se lembram, acompanhei os papás em mais uma prova dos popós pequeninos e, finalmente, já tenho as fotografias prometidas.

A mamã a receber as últimas instruções do papá e do Pedro, antes de entrar para a pista.

A mamã a acelerar no popó pequenino.

O papá em pista.

O trabalho de equipa durante a troca de pilotos.

A mamã em amena troca de impressões com outra piloto.

Já estou com o bichinho… Só falta chegar aos pedais e posso fazer equipa com os papás!

A Cria

Botas

Segundo o papá, em certas coisas da nossa vida, saio, chapadinha, à mamã, como, por exemplo, na nossa predilecção por botas…


As botas da mamã ainda estão um bocadinho grandes...

A Cria

12 novembro 2008

A mamã faz anos


A melhor mamã do mundo faz, hoje, trinta e três primaveras, e os papás tiraram um dia de férias, de modo a podermos comemorar, os três juntinhos, este dia especial.

Foi um dia simples e animado, em família, mas, como não podia deixar de ser, com alguma que outra peripécia, especialmente à hora do almoço…

Fomos comer a um simpático restaurante, perto de casinha, e eu, com a mania das minhas irrequietudes, empoleirei-me numa pequena estante cheia de tabuleiros e, quando dei por mim, estatelei-me no meio do chão com os tabuleiros e a estante a servirem de cobertor…

De volta a casinha, mais ao fim da tarde, vieram os avós e cantámos os parabéns à mamã, coisa que eu já tinha feito várias vezes durante o dia, acompanhada do papá e duma guitarra.

A ti, minha mamã querida, desejo muitos e longos anos de vida, com muita felicidade, muito amor e muita alegria, sempre junto daqueles que mais amas.

Muitos parabéns e muitos beijinhos da tua filhinha que te adora!

“A mãe é linda!”

A Cria

11 novembro 2008

Mais sangue

Quase chegada a hora de sair de casinha, decidi brincar à tosse e aos “atchins” e meter-me com o papá, enquanto ele tentava vestir-me a bata da escolinha.

Como é costume ver, até nos adultos, atirava a cabeça para a frente, cada vez que simulava um espirro, coisa que me parece normal.

Esqueci é que, no meio da brincadeira, o papá continuava, atarefado, a tentar enfiar a minha cabeça na respectiva abertura da minha bata e mandei uma violenta narizada na mão do papá…

Depois da primeira reacção do papá, que começou a rir e a meter-se comigo, percebi que alguma coisa se passava, porque a cara dele mudou radicalmente, e senti qualquer coisa a escorrer pela minha cara abaixo.

Mais sangue, desta vez a sair do meu narizinho…

Acho que vou começar a ter mais cuidado com estas brincadeiras…

A Cria

10 novembro 2008

O meu dói-dói

Não se vê lá grande coisa mas é o que se conseguiu arranjar.


A Cria

Fim-de-semana em cheio – O preço da independência

Depois do almoço, que acabou tarde, e duma fila interminável para atravessar o rio Tejo, chegámos a casinha, já era noite, e começámos a arrumar as tralhas, cansados e ansiosos por nos metermos na caminha.

Os papás nem sequer jantaram, porque ainda não tinham muita fome, e eu fiquei entretida a comer uma papa ligeira, umas bolachinhas de chocolate e um sumo não sei bem de quê.

Claro que as bolachinhas de chocolate deixaram as minhas mãos e a minha cara todas acastanhadas e lá fui eu para a casa de banho para lavar as mãos e a boca, acompanhada pelo papá.

Acontece que, como já é hábito e bem sabido, gosto de fazer as coisas por mim e só pedir ajuda aos papás quando percebo que não as consigo resolver sozinha, e acontece que esta mania de me querer mostrar muito independente tem, por vezes, um preço a pagar.

Subi, como já é hábito, para a sanita, comecei a rir quando me vi ao espelho, e, quando me cheguei para a frente para abrir a água, escorreguei – talvez porque estava de meias – e caí desamparada, entre a sanita e o móvel da casa de banho, batendo, violentamente, com a queixola na pedra do tampo do lavatório.

O papá, que nem teve tempo de esboçar um reflexo, pegou logo em mim e abriu-me a boca, cheio de medo que eu tivesse mordido a língua ou que estivesse meio desdentada, enquanto berrava pela mamã e percebia que havia, algures, um bocado de sangue.

O algures era um bocadinho atrás do meu queixo, um golpe com cerca de dois centímetros que o papá, imediatamente, assentou contra a mão dele, de modo a estancar o sangue.

Escusado será dizer o pânico com que a mamã entrou na casa de banho, quase a chorar mais do que eu, e a correria que se seguiu, atrás das compressas e da água oxigenada para prestar os primeiros socorros à “coitadinha da Joana”.

Três minutinhos depois, eu já não chorava e já só dizia que tinha um dói-dói, enquanto os papás se vestiam, à pressa, para me levarem para o hospital.

O papá aproveitou que ainda vinha com a adrenalina toda dos popós pequeninos, ligou as quatro luzinhas ao mesmo tempo, e acelerou até ao hospital, onde fui logo encaminhada para uma médica, muito simpática, que me pôs um penso, fez um monte de perguntas aos papás e me reencaminhou para outra médica, num departamento chamado micro cirurgia, para coser o meu queixinho.

Ainda tivemos que esperar uns 20 minutos antes que me chamassem, porque havia gente à frente, entre os quais um homenzinho com a cabeça envolta em gaze e que também tinha que ser cosido.

Quando a médica me viu, veio uma boa notícia…

Pontos nos bebés, só se for uma ferida muito profunda. Caso contrário, e era o meu caso, aplicam uma cola especial para fechar o golpe e metem uma tirinhas protectoras, antes de aplicarem um penso.

Fiquei muito sossegadinha, enquanto a médica aplicava a cola no meu queixo e explicava aos papás que, se fossem os pontos, em vez da cola, eu teria direito a três ou quatro, bem juntinhos, e a anestesia local.

A mamã suspirou de alívio, e as mãos do papá pararam de tremer, quando a médica disse que estava tudo bem e que, além do golpe, não havia mais motivos de preocupação, já que eu estava a falar normalmente, sintoma de que queixo e articulações não tinham sofrido com a pancada, não tinha vomitado, nem desmaiado, nem qualquer coisa do género.

Já em casinha, voltámos ao local do incidente, onde os papás me deram um pequeno sermão e me explicaram que estas situações servem para eu aprender, e que mais vale pedir ajuda do que armar-me em espertalhufa que quer fazer tudo sozinha.

Depois, foi só papar mais umas bolachinhas, beber um leitinho e cair, ferrada, na caminha dos papás.

A Cria

Fim-de-semana em cheio – Almoço a três

Depois da manhã no kartódromo, seguimos para Setúbal para um almoço que se previa animado, dadas as muitas pessoas que iam lá estar.

Com a história dos papás terem que mudar de roupa e afins, não seguimos em caravana com o resto do grupo e, quando chegámos a Setúbal, com o gostinho do, bem conhecido, choco frito na boca, já toda a gente estava sentada à mesa num daqueles restaurantes da avenida principal de Setúbal, uma marisqueira que nem vale a pena decorar o nome.

Acontece que, quando chegou a altura de pedir a papinha, já não havia choco frito e os papás escolheram um folhado de cherne, que também não havia, porque não havia massa para o folhado.

Um bacalhau, talvez…? Não, o bacalhau também já era.

O papá começou a ficar incomodado e disse ao empregado que, nesse caso, seria melhor que ele dissesse o que é que havia para papar, enquanto a mamã, tapava a cara numa de “vai haver bronca e o melhor é fingir que não conheço”.

O papá acabou por pedir chocos na brasa, sem tinta, para ele, para a mamã, para a minha amiga Xana e para mim, enquanto íamos comendo um pãozinho com queijo de ovelha porque, imagine-se o escândalo, manteiga também não havia.

Ora, passados uns momentos, o empregado voltou, disse ao papá para não se zangar com ele e comunicou que chocos para grelhar também já não havia…

Face a isto, quem conhece o papá não ficou nada admirado quando ele se levantou, despediu-se de toda a gente e disse-nos, alto e bom som, à mamã e a mim, para irmos embora e irmos a um restaurante que tivesse choco frito e, com voz ainda mais alta, manteiga!

E assim foi… Acabámos por almoçar os três, divertidos e em família, um choco frito que estava uma maravilha, cheio de maionese e acompanhado dumas batatinhas fritas deliciosas, enquanto o papá se divertia a telefonar para os amigos a perguntar se queriam manteiga…

A Cria

Fim-de-semana em cheio – As responsabilidades da mamã

Ontem foi um dia em cheio.

Acordámos cedinho e, depois dos banhos, começou a azáfama, à qual já me habituei, dos popós pequeninos, mais conhecidos, no vocabulário dos adultos, por karts.

Ainda que já soubesse, porque os papás já me tinham dito, fiquei um bocado pensativa quando, além do papá, também a mamã me apareceu pela frente com fato de competição, botas e uma panóplia de outros preparativos.

Depois habituei-me à ideia e acho que a mamã fica linda com aquele traje dos popós pequeninos.

A prova dos papás, em Palmela, é que não correu lá muito bem, porque a mamã, talvez por sentir o peso da responsabilidade de ser mãe, estava receosa com as batidelas, os despistes e outras situações mais complicadas, e andou muito abaixo do que seria de esperar, tendo em conta, segundo o papá, os tempos que a mamã já tinha feito naquela pista há uns anos atrás.

Quanto a mim, e porque, desta vez, não havia condições para que os acompanhantes pudessem acompanhar a corrida desde as boxes, vi as primeiras voltas da mamã, perdi a conta quando o papá entrou em pista e passei o resto do tempo a brincar com o Tomás – um giraço de olhos azuis – e com a Joana, uma bebé mais bebé que eu, ambos filhos de colegas do papá.

Depois da corrida, ainda tivemos tempo de ir até à boxes e tirar umas fotos, sentados ao volante dos popós pequeninos, antes de seguirmos para o almoço.

A Cria

07 novembro 2008

Longa-metragem

Segundo dizem os papás – e deve ser mesmo assim, a avaliar pelo ar de crianças que demonstraram enquanto durou o filme – os 101 Dálmatas é um dos filmes que ficou para a história do cinema animado.

Quanto a mim, adorei ver muitos cãezinhos, cheios de pintinhas, a correr dum lado para o outro e, definitivamente, já percebi que, neste tipo de filmes, existem sempre os maus.

A Cria

Os 101 Dálmatas têm encantado audiências durante várias gerações, com as suas fantásticas estrelas de cauda a abanar, a sua história memorável e uma maravilhosa marca de humor e aventura.

Cruela de Vil, a vilã mais exuberante e maquiavélica das produções da Disney, põe a aventura em acção quando rapta todos os cachorros Dálmatas de Londres, incluindo os 15 da família de Pongo e Perdita, para fazer um casaco de peles.

Através do poder do "Latido ao Luar", Pongo lidera um heróico elenco de animais numa busca dramática para salvar todos os cachorrinhos.

Independência acima de tudo

Ontem, depois do jantar, a filhinha entrou, mais uma vez, numa de birra irritante, sem qualquer razão aparente, a não ser, talvez, o sono.

Numa de distracção, aliada aos afazeres normais do fim do dia, dissemos-lhe que fosse lavar a dentola, sozinha…

“Mãe, pai fica no quarto. A Joana faz, a Joana ajuda!”

Lá ficamos no quarto, com as cabeças fora da porta, a observar, babados, a independência a pequena cria, que só pediu ajuda quando percebeu que colocar a porção correcta de pasta na escova era mais complicado do que, eventualmente, estaria à espera.

De resto, tudo correu dentro das expectativas, desde a colocação do degrau, que lhe permite chegar à torneira e ver a chafurdice ao espelho, até ao arrumar da escova e da pasta, devidamente colocadas no copo das escovas, passando pela escovagem das dentolas, propriamente dita.

E no fim, toda orgulhosa, foi ter connosco ao quarto para nos dizer, com um grande sorriso, “Xá está!”

05 novembro 2008

Poças

Alguém nos pode explicar que raio de atracção, tão especial, é que as poças de água exercem nas mentes das pequenas criaturas?

04 novembro 2008

Escuridão

Ontem, por volta das nove horas, estava eu a ver o Panda, toda entretida, quando, de repente, ficou tudo às escuras.

Aliás, ficou tudo escuro como breu!

Chamei pela mamã, que estava, com o papá, a ver umas coisas no computador e, depois do “já vamos, filha”, percebi que vinham, por ali fora, às apalpadelas, a bater com os joelhos na mesa e nas cadeiras e a tropeçar nas minhas pantufas.

O papá lá encontrou o telemóvel da mamã, que tem uma luz, e conseguimos começar a ver qualquer coisa, lá no meio de tanto escuro.

Depois, a aventura começou, verdadeiramente…

O papá pôs pilhas numa coisa numa coisa que eu ainda não conhecia e que dá pelo nome de lanterna.

Maravilha! Já tínhamos luz para andar dum lado para o outro e, obviamente, apoderei-me da lanterna, já que achei imensa piada àquele feixe luminoso que eu apontava para onde bem me apetecia.

Claro está que, até irmos para a caminha, lavar os dentes, mudar de roupa e procurar a minha chucha, entre outros, foi uma brincadeira pegada.

A Cria

03 novembro 2008

Novidades do aquário

Já algum tempo que não contava nada sobre os meus peixinhos, talvez porque não houvesse muito que contar à excepção de que os célebres peixinhos pequeninos foram crescendo a bom ritmo e já estão grandinhos.

De repente, no Sábado, o papá começou a tirar peixinhos do aquário, pô-los dentro dum saco de plástico com água e saiu porta fora, com um ar apressado e um simples “até já”.

Só quando o papá voltou é que me explicaram que o aquário tinha Guppies a mais e que o pior ainda estava para vir, já que haviam, lá no meio, três Guppies meninas que estavam, outra vez, grávidas.

Como os papás não queriam fazer criação de Guppies, haviam três formas de combater esta loucura sexual dos bichos:

Ou atirávamos com dois ou três peixinhos mais violentos para dentro do aquário, de modo a repor a ordem natural das coisas, e esta era uma solução que não agradava muito à mamã;

Ou o papá fazia de Deus nosso Senhor e atirava com meia dúzia de Guppies pela sanita abaixo, e esta era uma solução que não agradava a ninguém;

Ou aceitávamos a proposta duma senhora duma lojinha de animais para levarmos uns quantos peixinhos em troca dum desconto na compra de outros.

Por isso é que o papá levou uns peixinhos e apareceu com outros – um Tubarão Bi-color, dois Pinguins, dois Plattys e um Beta Vermelho – que deram um novo colorido ao nosso aquário.

A Cria

Novidades de fim de semana

Sábado decidi fazer uma surpresa aos papás que se deixaram dormir até às tantas, sem quererem saber dos meus horários…

Levantei-me sozinha, aproveitei que os papás deixam sempre as portas dos quartos entreabertas, para me ouvirem a chamar, caso eu precise de alguma coisa, e fui acordá-los.

Nada de especial, pensará quem está a ler, mas a verdade é que foi a primeira vez que o fiz, já que antes nem conseguia sair da caminha por causas das grades.

E, confesso que me deu um certo gozo saltar para cima da cama dos papás e gritar “Mamã, papá… Acorda, acorda! Upa, upa!”, enquanto lhes dava uns quantos beijinhos.

À hora do banhinho, decidi surpreender o papá (a mamã já sabia) e, quando ele me ia a atirar com o champô para cima da moleirinha, fiz o meu ar determinado, disse-lhe que não e estendi-lhe a mão, enquanto reafirmei os meus propósitos com um vigoroso “a Joana faz!”

E pronto… Assim, o papá já sabe que eu sei lavar o meu cabelo, ainda que precise duma pequena ajuda na parte de trás.

A Cria